Retiros e Encontros

Retiro de Outono – A Sabedoria da Impermanência, da Metamorfose e da Transição

Paulo Borges e Daniela Velho

Santuário Dewachen (entre Alenquer e Torres Vedras)

4 - 6 de Setembro

19:00 de Sexta - 16:30 de Domingo

Retiro de Outono – Meditação e Presença Consciente

A Sabedoria da Impermanência, da Metamorfose e da Transição

Inspiração

O Outono recorda-nos que tudo o que vive se transforma.

Os ciclos amadurecem, as formas despedem-se e surgem os momentos em que somos chamados a permanecer no limiar entre o que já terminou e o que ainda não nasceu.

Neste retiro, abriremos um espaço de meditação, silêncio, natureza e escuta íntima para contemplar a impermanência, acolher as transições da vida, preparar a “noite” nas suas diferentes manifestações como caminho de recolhimento e lucidez profunda.

 

 

 

Paulo Borges e Daniela Velho

 

O Outono convida-nos a escutar a sabedoria da impermanência.

Tudo o que vive se transforma: o corpo, as emoções, os pensamentos, as relações, as fases da vida, os sonhos, as identidades e o próprio mundo que habitamos.

Neste retiro, vamos contemplar a vida como metamorfose contínua e aprender com os seus ciclos de expansão e recolhimento, nascimento e declínio, inspiração e expiração.

Será um espaço para reconhecer fins de ciclo habitando as transições e escutar os lugares liminais entre aquilo que já terminou e aquilo que ainda não começou.

Um convite a preparar a “noite” como entrada num recolhimento mais íntimo e profundo, mantendo acesa a luz da consciência e da lucidez.

Dia 18 – Sexta-feira

18:00 – 18:45 | Chegada e acomodação

19:00 | Ritual de abertura do Círculo

20:00 – 21:00 | Jantar

21:00 – 22:00 | Introdução ao tema do retiro

A vida como metamorfose nas grandes sabedorias do mundo: budismo, Heraclito e taoísmo.

Os ciclos da vida, da natureza e do mundo através de diferentes tradições:

  • Os ciclos naturais — Primavera, Verão, Outono e Inverno.
  • As etapas da vida humana — os quatro fins da vida na tradição indiana e os ciclos da Deusa: donzela, mãe, anciã e morte-renascimento.
  • Os ciclos da consciência — os seis bardos do budismo tibetano: vida, meditação, sonho, morte, dharmata e devir.

– Os movimentos universais de expansão e recolhimento, inspiração e expiração, sístole e diástole.

– Aprender com os fins de ciclo: no dia, no ano, na vida e nas partes da identidade que amadurecem, se transformam e pedem para ser deixadas partir.

– Habitar as experiências liminais, na transição entre o que já terminou e o que ainda não começou.

O que está no centro da Roda da Vida? O que permanece inalterável em tudo o que se transforma?

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Dia 19 – Sábado

07:30 – 09:00 | Contemplar a impermanência na história do mundo e da humanidade

Contemplar a impermanência através de diferentes perspetivas:

  • Na história do mundo — o que é feito de todos os povos, nações e civilizações passadas? O que será feito das presentes e das futuras?
  • Na nossa própria vida — o que é feito de tudo aquilo que, no passado, nos pareceu tão real? E o que será feito daquilo que hoje sentimos como mais importante?
  • Nas tradições contemplativas — as oito metáforas da vida no budismo: sonho, bolha, sombra, orvalho, relâmpago, nuvem, miragem e ilusão mágica; e a vida como sonho noutras tradições e autores.

“Quando sabemos que sonhamos, estamos perto de despertar.” — Novalis

Meditação: contemplar a impermanência dos fenómenos do mundo ao longo da história e agora mesmo.

– Onde surge a impermanência? Quem está consciente dela?

09:00 – 10:00 | Pequeno-almoço

10:00 – 11:00 | Contemplar a impermanência do corpo

Contemplar a impermanência da nossa forma física e da percepção que dela temos:

  • Como percepcionámos o nosso corpo no passado?
  • Como o percepcionamos no presente?
  • Como o percepcionaremos no futuro?

Meditação: a impermanência dos fenómenos externos, do corpo e das percepções sensoriais.

Prática somática: escutar como o corpo vive a mudança, a vulnerabilidade, a resistência e a procura de segurança.

– Onde surge a impermanência? Quem está consciente dela?

11:00 – 12:00 | Caminhada silenciosa no exterior

Contemplar a impermanência dos fenómenos naturais e das nossas percepções sensoriais.

Reconhecer, na paisagem exterior, o mesmo movimento contínuo de transformação que também habita em nós.

12:00 – 13:30 | Contemplar a impermanência das emoções e dos pensamentos

– Como foi a nossa experiência mental-emocional no passado?

– Como é no presente?

– Como será no futuro?

Contemplar a sua metamorfose a cada instante.

Meditação: contemplar como pensamentos e emoções surgem como Primavera, se desenvolvem e amadurecem como Verão, declinam como Outono e se dissolvem como Inverno, para de novo surgirem em ciclos contínuos.

– Onde surge a impermanência? Quem está consciente dela?

13:30 – 14:30 | Almoço

15:00 – 16:00 | Questões, escrita contemplativa e partilha de experiências

Espaço para perguntas, integração da manhã e escrita contemplativa sobre as mudanças, despedidas ou transições mais presentes neste momento da vida.

16:00 – 17:30 | Fins de ciclo, transições e espaços liminais

Como temos vivido e estamos a viver os fins de ciclo, as transições e os espaços liminais ao longo da vida?

  • Reconhecer o que amadureceu e terminou, largando-o numa despedida consciente.
  • Mudanças escolhidas e mudanças impostas.
  • O que nos transforma antes de sabermos para onde vamos.
  • Acolher e aceitar a impermanência.
  • A identidade como metamorfose.

Meditação: onde surgem os fins de ciclo, as transições e os espaços liminais?

Quem está consciente deles?

17:30 – 18:00 | Pausa

18:30 – 20:00 | Luto, Transição e Renascimento

Reconhecer as muitas formas de perda, mudança e transformação que atravessam a vida:

  • Lutos visíveis e invisíveis – crises, perdas, despedidas, rupturas, relações, fases da vida e versões de nós mesmos que ficaram para trás.
  • Mudanças de identidade – sonhos que não se cumpriram, papéis que deixámos de habitar e formas antigas que já não conseguimos sustentar.
  • A mente e o corpo nas transições – como o sistema nervoso vive a mudança, a incerteza, a perda de referências, o medo e a procura de segurança.
  • Habitar os espaços liminais – permanecer entre aquilo que já terminou e aquilo que ainda não nasceu, sem precipitar respostas nem fugir ao vazio.
  • Morte simbólica e renascimento interior – reconhecer aquilo que precisa de ser deixado partir e abrir espaço para novas formas de viver, sentir e estar no mundo.
  • Pequenos rituais de transição – agradecer, entregar, deixar cair, abençoar e preparar o recomeço.

Exercício somático e ritual simbólico: escutar no corpo aquilo que terminou ou está em transformação; agradecer, entregar e abrir espaço para o novo.

20:00 – 21:00 | Jantar

21:00 – 22:00 | Dinâmica de grupo

Partilha em pequenos grupos sobre as metamorfoses mais significativas da vida e escuta contemplativa.

22:00 – 22:30 | Preparar a noite

– Recolhimento, silêncio, descanso, mistério e confiança no que ainda não pode ser visto.

– O sono como prefiguração e preparação para a transição.

– Leitura, reflexão e contemplação de textos inspiradores.

22:30 – 23:00 | Relaxamento Profundo

 

Dia 20 – Domingo

07:30 – 08:30 | Somos seres ou processos, formas ou metamorfoses?

Memento mori“Lembra-te de que vais morrer.”

A meditação da brevidade da vida, da impermanência e da morte:

  • no budismo;
  • na filosofia greco-latina;
  • no cristianismo;
  • na Dança da Morte medieval.

Sugestões práticas inspiradas no budismo tibetano para preparar a morte e a transição.

08:30 – 09:30 | Pequeno-almoço

10:00 – 12:00 | Caminhada meditativa na Serra de Montejunto

(Se o tempo o permitir.)

Contemplar a Natureza: maravilhar-se com a impermanência e com a consciência dela.

12:00 – 13:00 | Meditação em Círculo e dinâmica de grupo

Integração da experiência vivida e reconhecimento dos recursos que cada participante leva consigo.

13:30 – 14:30 | Almoço

14:30 – 15:30 | O regresso à vida quotidiana

Trazer a sabedoria do Outono para o mundo.

Criar pequenos rituais de transição para agradecer, despedir, simplificar, repousar e recomeçar com mais presença.

Reconhecer e cuidar dos primeiros sinais de um novo ciclo.

Criar condições para que uma nova forma de viver possa emergir, sem a forçar nem a antecipar.

15:30 – 16:30 | Fecho de Círculo

Relembrar o essencial.

Dedicatória dos benefícios do retiro e da prática para o bem de todos os seres, da Terra e do Cosmos.

Práticas que faremos

Meditações guiadas para contemplar a impermanência do corpo, das percepções, dos pensamentos, das emoções e do mundo à nossa volta.

Práticas contemplativas sobre os ciclos da vida e da natureza: nascimento, amadurecimento, declínio, dissolução e renovação.

— Caminhadas silenciosas e meditativas para reconhecer, na paisagem exterior, o movimento contínuo de transformação que também habita em nós.

Exercícios somáticos para escutar como o corpo vive as transições, os fins de ciclo, a incerteza e a perda de referências.

Momentos de reflexão, escrita contemplativa, partilha e integração sobre mudanças, despedidas, lutos visíveis e invisíveis, e versões de nós que ficaram para trás.

Rituais simbólicos de transição para agradecer, entregar, deixar cair, abençoar e regressar à vida com mais presença.

O que levarás deste retiro para a vida quotidiana

Uma compreensão mais íntima da impermanência como experiência directa no corpo, na mente, nas emoções, nas relações e na natureza.

Práticas de meditação para reconhecer o surgimento, a transformação e a dissolução da experiência no espaço aberto da consciência.

— Ferramentas simples para habitar fases de transição sem pressa de resolver, controlar ou antecipar o que ainda não tem forma.

Maior capacidade de escutar os sinais do corpo em momentos de mudança, perda, incerteza, fim de ciclo ou renovação interior.

Inspiração para criar pequenos rituais de transição no quotidiano: agradecer, despedir, simplificar, deixar cair, repousar e recomeçar de forma mais consciente.

O ESPAÇO NATURAL ONDE O RETIRO DECORRERÁ

 

 

O Santuário Dewachen é um espaço maravilhoso e inspirador, inserido num ambiente natural envolto numa atmosfera mágica e biodiversa, perfeito para repousar, contemplar, meditar ou reconectares-te com a Natureza.

 

O Santuário Dewachen é mais do que um Centro de Retiros, é um local onde a vida é reverenciada e respeitada e onde procuramos cultivar as condições necessárias para o crescimento e florescimento do espaço natural e das espécies e outros seres vivos que o habitam.

 

O Santuário proporciona a quem o visita, através da paz e da abundância que manifesta, uma oportunidade de nos reconectarmos com o que de mais belo e profundo nos habita.

 

Nele encontramos um Templo amplo e luminoso, num ambiente totalmente propício ao recolhimento e à prática da contemplação e meditação, rodeado de um espaço natural diverso e exuberante que naturalmente induz a um estado de Presença Consciente.

 

Também se encontra uma horta e pomar biológicos, um jardim de ervas medicinais, um pequeno bosque comestível recém-plantado, recantos de meditação, quartos amplos e muito luminosos, Serra e praias perto.

 

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE — CUIDADA PELO PROJECTO MANÁ.REGENERA

    • A alimentação no retiro é um complemento fundamental ao mergulho interior, nutrindo o corpo e apoiando a profundidade da transformação que vivemos juntos.

    • O Projeto Maná.Regenera, com a dedicação e sabedoria de Simone e Poly Marinho, cuidará de cada detalhe da nossa alimentação, oferecendo uma experiência cheia de sabor, vitalidade e conexão.

    • Serviremos refeições vegetarianas, frescas, coloridas e repletas de texturas e aromas, que despertam os sentidos e alimentam o corpo de forma equilibrada.

    • O menu inclui além dos pratos principais, sumos naturais revitalizantes, frutas da época, saladas frescas e infusões de ervas medicinais da Serpente Botânica, celebrando a generosidade da natureza.

    • Sempre que possível, serão usados ingredientes frescos da horta e do pomar, privilegiando produtos biológicos, locais e sazonais.

 

 

 

OS QUARTOS

 

O Santuário possui por agora 16 camas distribuídas por quartos partilhados amplos e luminosos, todos com saída directa para o frondoso jardim e alguns com vista para os Montes.

Há ainda a possibilidade de aceitar dormidas no Templo e espaço para tendas.

 

 

PARA SABERES MAIS SOBRE O SANTUÁRIO DEWACHEN CLICA AQUI

Incluído no Retiro

— Sessões matinais de meditação e contemplação da impermanência.

— Práticas teórico-experienciais sobre ciclos da vida, metamorfose, transições e espaços liminares.

— Exercícios somáticos e práticas de presença para escutar o corpo nos processos de mudança.

— Momentos de silêncio, reflexão, escrita contemplativa, partilha e integração em grupo.

— Práticas de relaxamento profundo, recolhimento e preparação para a noite.

— Ritual simbólico de transição: agradecer, entregar, deixar cair e abençoar.

— Caminhada meditativa na Serra de Montejunto, se o tempo o permitir.

— Dormida em quarto partilhado até 4 pessoas.

— Roupa de cama e toalhas de banho incluídas.

— Alimentação saudável vegetariana, com pequeno-almoço, almoço e jantar, cuidada pelo Projeto Maná.

INVESTIMENTO

Reserva até 15 de Agosto de 2026 (Early Bird)
295€ por pessoa

Reserva de 16 de Agosto a 1 de Setembro 
320€ por pessoa

Inclui:
– alojamento em quarto partilhado (até 4 pessoas)
– alimentação completa
– todas as práticas e actividades do retiro

Outras opções de dormida disponíveis no formulário de inscrição.


INSCRIÇÃO

A inscrição é feita através do preenchimento do formulário e do pagamento de 120€, correspondente ao valor de reserva.Este valor não é reembolsável em caso de desistência.

O valor restante deverá ser liquidado até 1 de Setembro.

As vagas são limitadas.

NOTA: o Retiro só se realizará com um mínimo de 12 participantes. A confirmação será feita até 1 de Setembro.

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