Actividades

Retiro · Presencial

Descobrir a Vida que Já Está Presente

Retiro de Silêncio, Meditação e Reflexão na Passagem de Ano

Autoria

Paulo Borges + Daniela Velho

Quando

30 de Dezembro de 2026 a 1 de Janeiro de 2027

Horário

Chegada dia 30, entre as 17h e as 19h · Conclusão dia 1, às 17h

Lugar

Casa do Oeste, Ribamar, Lourinhã

Meditação na sala da Casa do Oeste, com vista para o pôr do sol sobre o oceano

Inscrições

Inscrições abertas

As vagas são limitadas e, habitualmente, esgotam. Se tens interesse em participar, inscreve-te com antecedência.

Early bird até 15 de Novembro de 2026.

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Da vida condicionada à plenitude de simplesmente ser

A passagem de ano é um momento privilegiado para contemplar a vida que estamos a viver e abrir-nos à possibilidade de uma existência mais livre e plena.

Na experiência quotidiana, identificamo-nos frequentemente com imagens de nós próprios e com as narrativas através das quais interpretamos a realidade. A sensação de separação e de carência que acompanha estas identificações leva-nos muitas vezes a procurar compensações, afastando-nos do bem-estar fundamental de simplesmente ser.

Entre a insatisfação e a aspiração de regressar a casa, a ser quem somos, permanece a possibilidade de redescobrir a abertura da experiência original.

Será que os padrões e as histórias com que nos identificamos definem verdadeiramente quem somos? O que acontece quando reconhecemos a consciência que acolhe todas as experiências, incluindo as mais difíceis e dolorosas?

Ao longo deste retiro, vamos investigar a relação entre a vida condicionada pelas nossas construções mentais e a vida verdadeira que se revela na abertura da consciência.

Um convite a reconhecer a plenitude da vida que já está presente e a descobrir como essa compreensão pode transformar a nossa relação connosco próprios e com o mundo.

I. A experiência original e as máscaras do eu

A abertura da experiência original e a construção da cisão entre o eu e o outro.

Vamos investigar as personas e máscaras com que nos identificamos, a sensação de falta e carência e a necessidade de compensações que daí pode resultar.

Da contracção à descontracção, da insatisfação à aspiração de regressar a casa, vamos explorar a possibilidade de repousar no bem-estar fundamental de simplesmente ser.

Através da meditação em consciência aberta, evocaremos experiências de plenitude e de carência, observando as imagens mais antigas e dominantes que temos de nós próprios e aprendendo a acolhê-las na vastidão da consciência.

II. O silêncio sagrado e o ruído das narrativas

A consciência aberta e os véus da mente verbal e conceptual.

Os juízos e as imagens distorcidas que construímos de nós próprios e do mundo têm consequências profundas na nossa experiência emocional e corporal.

Vamos investigar como os padrões com que nos identificamos condicionam a nossa experiência e descobrir que podemos reconhecê-los sem ficarmos definidos por eles.

Através da meditação, da atenção ao corpo e à respiração, vamos explorar a plenitude e a vastidão da consciência que acolhe os pensamentos e as emoções transitórias.

Um convite a deixar suavizar as armaduras e resistências, acolhendo a realidade tal como se apresenta.

III. A plenitude real e a escassez imaginária

A desconexão com a superabundância da vida está frequentemente na raiz da insatisfação.

A sensação de falta pode manter-nos envolvidos numa procura incessante de algo que finalmente nos satisfaça.

Como reconhecer a abundância da vida que estamos a viver?

Vamos investigar a passagem do exigir ao agradecer, partilhar e retribuir, cultivando o apreço e o regozijo por tudo o que há de bom na nossa existência.

Esta abertura pode também incluir as experiências desafiantes, reconhecendo o seu lugar na totalidade da vida.

IV. Amor essencial e desejo possessivo

A conexão autêntica e o apego auto-centrado.

O desejo de sermos amados, atendidos e validados atravessa profundamente as nossas relações. Quando procuramos no outro a resposta para a sensação de falta, podemos desenvolver formas de dependência emocional que limitam a nossa liberdade de amar.

Vamos investigar a relação entre o amor essencial e o desejo possessivo, reconhecendo também a importância humana do vínculo e da proximidade.

A imagem da mão fechada e da mão aberta acompanhará esta reflexão sobre a possibilidade de amar em liberdade.

Através da meditação, vamos cultivar o amor e a compaixão subjacentes às nossas intenções, abrindo o coração a nós próprios e a todos os seres.

V. Criatividade e hiperactividade compulsiva

A espontaneidade e a acção planificadora. O esforço e a fruição.

A actividade constante, frequentemente competitiva e controladora, pode afastar-nos da vida que desejamos verdadeiramente viver.

Que lugar damos à criatividade e ao ócio contemplativo? Quanto da nossa energia é absorvida pela necessidade de produzir e controlar?

No primeiro dia do novo ano, vamos contemplar aquilo que faz sentido continuar na nossa vida e aquilo que pede transformação.

Através de uma reflexão sobre as prioridades actuais e as prioridades do coração, procuraremos reconhecer a vida que queremos realmente viver e começar desde já a expressá-la.

A experiência do retiro

Grupo em prática contemplativa na praia junto às arribas e ao mar
Vista panorâmica do pôr do sol sobre o mar e as casas de Ribamar

O retiro decorrerá maioritariamente em silêncio, com momentos de partilha e diálogo durante as sessões de prática.

Ao longo dos três dias, seremos convidados a aprofundar a meditação em consciência aberta, descobrindo a plenitude da consciência no corpo, nos pensamentos e nas emoções.

Haverá períodos de meditação sentada e deitada, com práticas de relaxamento profundo e incubação, bem como caminhadas meditativas na natureza.

Teremos também exercícios de circulação da energia celeste e terrestre, segundo a tradição celta, e momentos de silêncio livre para repousar e integrar a experiência.

As refeições serão vividas como oportunidades de meditação, inspiradas nas Cinco Contemplações de Thich Nhat Hanh, cultivando a atenção plena à origem dos alimentos e ao seu sabor.

No primeiro dia do novo ano, se as condições meteorológicas o permitirem, faremos uma caminhada e prática contemplativa na praia, com possibilidade, para os mais corajosos, de um belo mergulho no mar!

A celebração da passagem de ano

Na noite de 31 de Dezembro, celebraremos a transição exterior e interior para o novo ano.

No dia 31 teremos o jantar habitual. Mais tarde, perto da meia-noite, partilharemos uma ceia de celebração, para a qual convidamos cada participante a trazer um alimento ou bebida vegetariana ou vegana.

Partilharemos textos inspiradores e realizaremos o Rito dos Cinco Toques na Terra, de Thich Nhat Hanh, aprofundando a consciência da nossa ligação aos ancestrais e à comunidade da vida.

À meia-noite, faremos uma meditação pelo bem de todos os seres, da Terra e do Cosmos.

A celebração continuará com música e dança.

Será também um momento para formular votos e aspirações para o novo ano, reconhecendo aquilo que desejamos cultivar e expressar na nossa vida.

Fotografia real da mesa de alimentos da ceia de celebração

O espaço que nos acolhe

O retiro decorrerá na Casa do Oeste, em Ribamar, Lourinhã, numa localização privilegiada, com uma bela vista sobre o oceano.

Ligada à Fundação João XXIII, a Casa do Oeste é um espaço de tradição cristã, com uma longa história de acolhimento de grupos e realização de encontros e retiros. A sua identidade cristã, com a respectiva simbologia religiosa, está muito presente nos espaços.

As condições de alojamento são simples e funcionais, próprias de uma casa de acolhimento e formação, e não de uma unidade de alojamento turístico.

A maioria dos participantes ficará alojada em quartos duplos ou triplos, com casa de banho privativa.

Existem também duas camaratas com beliches, com condições mais básicas e um valor de participação reduzido.

A distribuição dos quartos será feita de acordo com a disponibilidade e a ordem de confirmação das inscrições.

Paisagem com casas e vista sobre o oceano junto da Casa do Oeste

Alimentação

A alimentação será assegurada pelo projeto Maná Regenera, que nos acompanhará com refeições vegetarianas preparadas com todo o amor, muita criatividade e uma atenção especial à qualidade dos alimentos.

As refeições serão também momentos de prática contemplativa, inspirados nas Cinco Contemplações de Thich Nhat Hanh.

Colagem original do Maná Regenera com refeições vegetarianas e as duas responsáveis

Contribuição

Early bird até 15 de Novembro de 2026. Valor normal a partir de 16 de Novembro de 2026.

Para beneficiar do Early Bird, a inscrição deve ser submetida e o pagamento da reserva de 120 € recebido até 15 de Novembro de 2026, inclusive.

Valores por pessoa
ModalidadeEarly birdNormal
Individual em quarto partilhado320 €345 €
Inscrição de casais ou familiares295 €325 €
Camarata280 €310 €

Inclui alojamento, alimentação vegetariana e actividades.

Vagas limitadas, sujeitas a confirmação.

Reserva de inscrição de 120 €, deduzida ao valor total. O valor restante deve estar liquidado até 26 de Dezembro de 2026.

Em caso de desistência, a reserva não é reembolsável; a partir de 26 de Dezembro de 2026 não há devolução dos valores pagos.

Se o pagamento do valor total representar uma dificuldade financeira, podes solicitar o pagamento do valor restante em duas prestações, para além da reserva inicial. Escreve para contacto.visaopura@gmail.com para combinarmos as datas de pagamento.

Inscrições abertas

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Viver uma Vida Verdadeira

A passagem de ano convida-nos a reconhecer o que faz sentido continuar e aquilo que pode abrir-se a novas possibilidades.

Neste retiro, procuraremos redescobrir a plenitude de simplesmente ser e reconhecer a liberdade que permanece disponível no coração da experiência.

Que o novo ano seja uma oportunidade para expressar essa compreensão na forma como vivemos e nos relacionamos com todos os seres.